sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

L'eau de Kasaneka de Menard Resenha Review




 L´'eau de Kasaneka de Menard se trata de meu frasco favorito. Foi desenhada pelo artista plástico japonês Shozo Shimada. Os desenhos são delicados, com uma flor, um perfil, um pássaro. O perfume também é bonito, delicado, parcimonioso. É bonito como tomar chá numa tarde chuvosa, é a impressão que me passa. Uma beleza plácida, inteligente, minimalista.

O perfume, lançado em 2004 pela casa de nicho  japonesa Menard que fabrica cosméticos foi feito em homenagem a bela rosa rugosa Hamanusu, flor símbolo de Hokkaido. A chamada rosa japonesa.



O perfume é uma combinação muito agradável de flores, condimentos e citrinos com um almíscar aqui macio, agridoce, casando-se perfeitamente com o fundo abaunilhado. Em verdade se trata de um perfume bastante sedoso. Poucas vezes percebi as sementes de ambreta(ambrette) causarem um efeito tão sedoso. A heliotropina presente no heliotrópio deixam-lhe um veludo ainda mais doce, com sensação polvorosa. Desconheço o cheiro da rosa Hamanusu, porém é possível sentir principalmente um cheiro de botões de rosa com toques de jasmim, porém logo enriquecidos por um sumo de cítricos que permeiam todo perfume e condimentos aqui tão delicados e perfeccionistas que só pude realmente lembrar do primor e do engenho japonês. É um perfume que percebemos artístico, equilibrado, com uma beleza rara e sutil.Um floral oriental que conseguiu captar a beleza das inspirações japonesas, com todo seu esmero. A bergamota está doce, abaunilhada. Um sensação "macia", arredondada de cítricos,   com o pó mágico da heliotropina.Há um pouco de cravo, um pouco cardamomo, e uma natureza adoravelmente amendoada. Sua noz moscada consegue um agradabilíssimo efeito amendoado. É um perfume muito muito macio. Por certos momentos seus condimentos abaunilhados me fazem lembrar de Dolce Vita, de Dior, mas os perfumes depois vão para paragens muito diferentes. É um perfume de equilíbrio e beleza inegáveis embora tenha visto críticas negativas por talvez terem esperado algo mais ousado nele, mas acho que sua construção delicada ficou perfeita e condizente com sua proposta.
O final tem um pouco de baunilha, sândalo e vetiver, numa despedida tranquila. E a sensação é de ter tomado um belo chá num tarde contemplativa, envolta em lençóis de mais pura seda chinesa.
Sentindo-o, lembro-me de Sei Shonagon e suas listas. De certo, eu  colocaria esse perfume na lista das coisas bonitas, das coisas que comovem.
A duração na pele é moderada, de 5 a 6h, assim como projeta de forma discreta em minha pele.
O único porém: Não tenho coragem de usá-lo. Sinto-me como diante de uma joia.

5 comentários:

  1. Parabéns minha linda Cris. Mais uma resenha maravilhosa.

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  2. Que delicia de texto Cris. Você descreve tão bem as sensações! Adorei. Beijinhos minha querida. Guru!

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  3. Gostei muito parabéns. É muito legal ver que algumas pessoas se interessam também pela história e sensações que eles causam.
    Aproveito e deixo essa dica de página no facebook: https://www.facebook.com/aresperfumesecosmeticos?ref=aymt_homepage_panel

    Sucesso.

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